sexta-feira, 30 de setembro de 2011

JUIZ DE FORA

CINE-THEATRO CENTRAL

A construção do Cine-Theatro Central de Juiz de Fora, situada a 255 km de Belo Horizonte, na Zona da Mata, foi realizada pela Companhia Central de Diversões que era uma sociedade formada por Francisco Campos Valadares, Químico Corrêa, Diogo Rocha e Gomes Nogueira que deram início à sua construção em 1927.
Para levantar o edifício foi contratada a Construtora de Pantaleone Arcuri e para o projeto do teatro o arquiteto Raphael Arcuri que revolucionava na época a cidade de Juiz de Fora com suas construções arrojadas e inovadoras.
Tratava-se de um empreendimento ousado em que se destacava o amplo vão sem pilastras da platéia, sustentado por uma estrutura metálica vinda da Inglaterra, que marcou época como uma solução arquitetônica arrojada, considerada um “triunfo da técnica”. Sua inauguração vinha denotar a importância política, econômica e cultural da cidade na época.
O teatro com suas linhas sóbrias em estilo Art Déco, foi todo trabalhado em seu interior pelo pintor italiano Ângelo Bigi, que produziu uma incrível obra no estilo da Antiguidade Clássica onde cenas de Ninfas e Faunos em jardins pitorescos, românticos e paradisíacos inspiravam os artistas e o público a uma atmosfera mística da Arcádia Mitológica de paz, harmonia e felicidade.
A música também foi celebrada pelo pintor através de medalhões com as efígies de grandes mestres da música como: Wagner, Verdi, Bethoven e Carlos Gomes em homenagem ao Brasil, dispostas ao centro do teatro.  
Assim o Cine-Theatro Central foi inaugurado em 30 de março de 1929.
Durante muitos anos realizou exibições de cinema e apresentações teatrais. Foi a grande e mais importante sala de exibições da cidade para onde eram reservadas as mais importantes estréias oferecendo ao espectador equipamentos de avançada tecnologia de som e imagem para época.
Nos dias atuais continua mais presente ainda no calendário artístico da cidade e recebe espetáculos de todo o país e do mundo em suas acomodações, e também é considerado um dos pontos de referência cultural do estado de Minas Gerais, onde pessoas e artistas de todos os cantos fazem dele uma parada irresistível para a celebração e conjunção com os “Deuses da Arte”.




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O CINEMA DAS MONTANHAS

FILME EM MINAS

Em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura de MG criaram o projeto Filme em Minas que se trata de um programa de estímulo da produção áudio-visual no estado muito interessante, que pode viabilizar o deslocamento da produção cinematográfica no país, que sempre esteve prioritariamente no eixo Rio de Janeiro/São Paulo, para Minas Gerais e também se tornando inclusive modelo de ação governamental que poderá ser seguido por outros estados e regiões da federação que não possuem nenhuma política nesse setor, ampliando a diversidade cultural do Brasil através do cinema.
O modelo do projeto da forma à viabilização da produção cinematográfica através do acesso às leis de incentivo federais por intermédio do governo do estado, que facilita e esclarece sobre essas práticas contratuais, tornando-as de maior facilidade para os profissionais interessados.
Os recursos captados nessa ação beneficiam nove categorias de produção e ampliam a diversidade de criação e produção audiovisuais.

As 9 categorias de incentivo são:

- Produção de Longas-Metragens;
- Distribuição de Longas-Metragens;
- Finalização;
- Curtas-Metragens;
- Documentários em Vídeo;
- Formato Livre;
- Publicações, Digitalização de Acervos e Copiagem;
- Desenvolvimento de Roteiros
- Incentivo Minas Film Commission ao Cinema Nacional.

O projeto possui quatro edições já realizadas dos quais 111 projetos foram aprovados e os filmes realizados através do programa integram o acervo Filme em Minas e são disponibilizados pela secretaria para exibições não-comerciais em todo estado.
A Secretaria de Estado e Cultura também realiza no interior de Minas oficinas para elaboração de projetos e produção áudio-visual como forma de viabilizar a qualificação de produtores distantes da capital para que possam obter os recursos destinados segundo os critérios de avaliação do projeto.

Inscrições para o Filme em Minas :

As informações necessárias aos interessados na captação de recursos para a produção e a respeito da seleção dos projetos feito pela Secretaria de Estado e Cultura de MG se encontram no próprio site da Secretaria de Cultura e Estado de MG.
Prefeituras e instituições culturais interessadas em exibir filmes já contemplados pelo Filme em Minas devem entrar em contato através do telefone (31) 3915-2261 ou do e-mail filmeminas@cultura.mg.gov.br.


VEJA A REPORTAGEM  ABAIXO SOBRE O CURTA "O CRIME DA ATRIZ", REALIZADO COM OS RECURSOS DO PROJETO FILME EM MINAS :


                                                                              

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O GRUPO DE BARBACENA

PARTINDO DO PRINCÍPIO




O Grupo "Ponto de Partida" foi criado com o objetivo de estimular a cultura e o desenvolvimento da cidade de Barbacena no interior de Minas Gerais por suas criadoras Ivané Bertola, Regina Bertola, Analice Souza e Lourdes Araújo, através desse também formaram uma associação cultural com as mesmas intenções de promoverem o desenvolvimento da sua região, e dessa forma tornou-se um dos mais conhecidos e premiado Grupo de Teatro do Brasil.
O Grupo que tem sua sede em Barbacena (MG) começou sua formação em 1980 e a montagem que estabeleceu o seu foco principal no teatro foi “Contrastes”, baseado na obra musical de Chico Buarque de Holanda
Em 2004 a associação cultural do grupo criou o Bituca Universidade de Música Popular uma escola voltada para formação musical em Barbacena, oferecendo cursos gratuitos para descoberta de novos talentos.
O nome da escola foi uma homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento porque se trata de seu apelido carinhoso que é considerado padrinho da escola.
A escola foi instalada na antiga primeira fábrica de sêda de Minas Gerais e a entidade é mantida pelo Fundo Estadual de Cultura da Lei Rouanet por empresas privadas e pela prefeitura municipal de Barbacena.
A Companhia mineira no ano de 2005 fez o lançamento de um DVD que tem como conteúdo o projeto Ser Minas tão Gerais onde é incluída a participação do coro dos “Meninos de Araçuaí” e também no mesmo ano foi convidada a participar da comemoração dos 50 anos da Unesco na Champs-Élysés (PARIS-França).
A Companhia atualmente faz um trabalho de repertório é itinerante e independente, possui aproximadamente 20 profissionais fixos trabalhando em seus projetos.
O currículo do grupo Teatral soma 30 peças e muitas apresentações em várias localidades do Brasil, África, Europa e América do Sul.
O Grupo Ponto de Partida é super premiado em todo o Brasil, possui várias condecorações.




MILTON NASCIMENTO, WAGNER TISO E TUNAI

SINFONIA DE MINAS

Em festa no interior mineiro, três grandes nomes da música popular brasileira de Minas Gerais se reuniram para celebrar uma noite fascinante e cheia de bons momentos e de velhas canções com hits memoráveis e clássicos como “Coração de Estudante”, “Canção da América” e “Rádio Experiência”.
Nesse clima e nessa festa estabeleceu-se o encontro de Milton Nascimento, Wagner Tiso e Tunai que celebraram parceria vitoriosa de público e crítica.
A festa aconteceu em Ponte Nova, cidade situada a 180 km de Belo Horizonte, na Zona da Mata, e no centro histórico da cidade reuniu-se um público estimado de 7.000 pessoas que vieram de todos cantos do estado e do país como Rio de Janeiro e São Paulo para prestigiarem e cantarem a parceria vitoriosa de três compositores e intérpretes mineiros.
Ao som dos hits memoráveis o público não perdeu tempo e fez o coro mais bonito já visto.


GRUPO ARUANDA

DO FOLCLORE À ENCENAÇÃO

O Grupo Aruanda de pesquisas e desenvolvimentos da manifestação folclórica é uma entidade cultural que se preocupa com a preservação das manifestações artísticas populares, assim como a representação dessas através da linguagem cênica por todos os lugares em que se apresenta. O grupo com sede em Belo Horizonte procura aproximar as expressões artísticas do folclore com espetáculos de dança e encenação visando o objetivo de reproduzir através desses para o grande público o conteúdo artístico e cultural de todos os cantos e rincões do Brasil e do estado de Minas Gerais, reunindo em trabalhos compactos a história e a expressão artística dos lugares.
Por esse motivo o Grupo Aruanda é hoje reconhecido mundialmente e convidado para representar o país em todos os tipos de eventos culturais ao redor do planeta, também é recebedor de inúmeros prêmios de reconhecimento de entidades fora e dentro do Brasil. Viaja para o interior de Minas como quem vai à Londres e à Londres como quem vai ao interior de Minas, ou seja, todos os cantos mesmo, levando a sua arte, ou melhor, o objeto de sua arte que é “O Folclore Brasileiro” e formando platéias de opinião em relação ao tema com extrema qualidade.




O Grupo Aruanda além da criação artística é uma instituição cultural e promove oficinas de folclore em várias cidades com o objetivo de formar culturalmente, através do resgate da identidade nacional, pessoas sensíveis às questões da cidadania, inclusão social e a memória do nosso povo. 

VEJA AQUI UM VÍDEO DA APRESENTAÇÃO DO GRUPO ARUANDA

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O TEATRO DAS GERAIS

EM CENA COM O GALPÃO


A Cena teatral de Minas Gerais tem como o seu mais importante ícone o Grupo Galpão que originado na capital Belo Horizonte viajou o mundo inteiro levando o seu teatro de excelente qualidade e componentes regionais, com adaptações fabulosas de textos consagrados de autores como Shakspeare e Moliére, realizando montagens que aproximam o universo regional de tais enredos.
Foi fundado em 1982 devido a uma oficina acontecida na cidade histórica de Diamantina em Minas Gerais em ocasião de um festival de inverno realizado na cidade promovido pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que despertou em seus integrantes a vontade de formar um grupo.
O Grupo se encontrou nas oficinas de teatro dos alemães Kurt Bildstein e George Froscher, do Teatro Livre de Munique, que trabalhavam com o teatro de rua. Dessa oficina se originou a montagem de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, a primeira montagem do grupo.
O Grupo conquistou reconhecimento de público quando encenou uma adaptação de Romeu e Julieta de Shakspeare no ano de 1992 onde a história dos Montékios e Capulêtos foi contada em uma encenação de teatro de rua fazendo tanto sucesso que se tornou referência para a produção teatral do Brasil. Recebeu por essa montagem prêmios de importância da crítica e entidades do Brasil entre eles o famoso Prêmio Shell no ano de 1993. No ano 2000 foi o primeiro grupo brasileiro a se apresentar no Globe de Londres, famoso pela encenação apenas de peças de Shakespeare, com a montagem de "Romeu e Julieta".

PEÇAS ENCENADAS PELO GRUPO:

Ó Procê Vê na Ponta do Pé (1982).
De Olhos Fechados (1983).
Arlequim, Servidor de Tantos Amores, adaptação de um clássico da comédia dell'arte (1985).
A Comédia da Esposa Muda (1986).
Foi por Amor (1987).
Triunfo de um Delírio Barroco (1987).
Corra Enquanto é Tempo (1988).
Álbum de Família (1990).
Romeu e Julieta, adaptação da peça de William Shakespeare (1992).
A Rua da Amargura (1994).
Um Molière Imaginário, uma adaptação de "O Doente Imaginário" de Molière (1997).
Partido, adaptação de "O Visconde Partido ao Meio" de Ítalo Calvino (1999).
Um Trem Chamado Desejo (2000).
O Inspetor Geral, de Nikolai V. Gógol (2003).
Um Homem É um Homem, de Bertolt Brecht (2005).
Pequenos Milagres (2007).
Till, A Saga de um Herói Torto, Texto de Luís Alberto de Abreu (2009).
Tio Vânia, de Antony Tchékhov (2011).

Espetáculo Tio Vânia em 2011

Tio Vânia