CINE-THEATRO CENTRAL
A construção do Cine-Theatro Central de Juiz de Fora, situada a 255 km de Belo Horizonte, na Zona da Mata, foi realizada pela Companhia Central de Diversões que era uma sociedade formada por Francisco Campos Valadares, Químico Corrêa, Diogo Rocha e Gomes Nogueira que deram início à sua construção em 1927.
Para levantar o edifício foi contratada a Construtora de Pantaleone Arcuri e para o projeto do teatro o arquiteto Raphael Arcuri que revolucionava na época a cidade de Juiz de Fora com suas construções arrojadas e inovadoras.
Tratava-se de um empreendimento ousado em que se destacava o amplo vão sem pilastras da platéia, sustentado por uma estrutura metálica vinda da Inglaterra, que marcou época como uma solução arquitetônica arrojada, considerada um “triunfo da técnica”. Sua inauguração vinha denotar a importância política, econômica e cultural da cidade na época.
O teatro com suas linhas sóbrias em estilo Art Déco , foi todo trabalhado em seu interior pelo pintor italiano Ângelo Bigi, que produziu uma incrível obra no estilo da Antiguidade Clássica onde cenas de Ninfas e Faunos em jardins pitorescos, românticos e paradisíacos inspiravam os artistas e o público a uma atmosfera mística da Arcádia Mitológica de paz, harmonia e felicidade.
A música também foi celebrada pelo pintor através de medalhões com as efígies de grandes mestres da música como: Wagner, Verdi, Bethoven e Carlos Gomes em homenagem ao Brasil, dispostas ao centro do teatro.
Assim o Cine-Theatro Central foi inaugurado em 30 de março de 1929.
Durante muitos anos realizou exibições de cinema e apresentações teatrais. Foi a grande e mais importante sala de exibições da cidade para onde eram reservadas as mais importantes estréias oferecendo ao espectador equipamentos de avançada tecnologia de som e imagem para época.
Nos dias atuais continua mais presente ainda no calendário artístico da cidade e recebe espetáculos de todo o país e do mundo em suas acomodações, e também é considerado um dos pontos de referência cultural do estado de Minas Gerais, onde pessoas e artistas de todos os cantos fazem dele uma parada irresistível para a celebração e conjunção com os “Deuses da Arte”.










